Google
 

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Fotos do Volt Que a GM vai lançar no Brasil







Apareceram na Internet as primeiras fotos do Chevrolet Volt, carro elétrico equipado com o sistema E-Flex, um dos mais avançados sistemas de propulsão elétrica do mundo.

O veículo, que é alimentado por bateria, usa um motor a gasolina para gerar eletricidade adicional, aumentando significativamente sua autonomia no trânsito.

Nas fotos divulgadas na rede executivos da GM aparecem ao lado do Volt que parece bem diferente da versão que foi apresentada em 2007 no Salão do Automóvel de Detroit (veja na foto abaixo )
Acima o Chevrolet Volt lançado nos Estados Unidos em 2007, um design bem mais esportivo comparado com as fotos do Volt que deverá ser lançado no Brasil.
Na foto acima Robert A. Lutz, vice-presidente do conselho da General Motors Corporation, ao lado do Chevrolet Volt que chegará nos próximos meses ao mercado brasileiro.
No site da GM, Lutz afirma que o Volt se baseia na experiência da General Motors que abriu o mercado de veículos elétricos com o lançamento, em 1996, do EV1.

“Ele foi o ponto de referência em tecnologia de bateria e um grande avanço. Ainda assim, os carros elétricos, no geral, tinham limitações de autonomia, pouco espaço para passageiros e bagagem, não podiam subir um morro ou ter o ar-condicionado ligado sem exaurir a bateria e nenhuma opção para garantir a volta para casa no caso de a bateria ficar sem carga. Já o Chevrolet Volt é uma nova espécie de veículo elétrico. Ele resolve a questão da autonomia e tem espaço para os passageiros e seus pertences. Você pode subir um morro ou ligar o ar-condicionado sem se preocupar”, completa Lutz.

Este Sedã pode ser totalmente reabastecido se ficar conectado a uma tomada elétrica de 110 volts por cerca seis horas por dia. Depois que a bateria de lítio-íon tem a carga completada a autonomia do carro é de 64 Km na cidade, operando de forma totalmente elétrica.
Depois que a carga termina, um motor turbo de 1.0 litro e três cilindros é que fornece a energia elétrica para recarregar a bateria. Isso dá uma autonomia de cerca de 1.000 quilômetros.

Conforme explica Robert Lutz, se o proprietário do Chevrolet Volt percorre em torno de 96 quilômetros para ir e voltar ao trabalho e deixa a bateria carregando durante a noite ou mesmo durante o expediente é vem provável que não tenha que colocar gasolina por toda a vida útil do carro.

O que se sabe da versão americana é que o Chevrolet Volt foi projetado para rodar com o combusível E85, com uma mistura de 85% de etanol e 15% de gasolina. Considerando a autonomia de 62 km/litro seria o equivalente a mais de 217 km/litro de gasolina.

Na impossibilidade de carregar a bateria, o Volt pode fazer 20 km/litro usando o motor a gasolina que gera a eletricidade necessária. Isso daria uma autonomia para 1.029 quilômetros, o o dobro dos veículos convencionais.
Já o vice-presidente do Global Program Management da GM, Jonathan Lauckner, enfatiza que o Volt foi projetado de forma a agregar várias soluções de tecnologia de propulsão de última geração, o que garantiria uma grande vantagem da GM sobre a concorrência pois os veículos atuais foram projetados em função de sistemas de propulsão mecânica que tem os combustíveis a base de petróleo como fonte de energia.
Os carros do futuro devem ter a propulsão com eletricidade como referência. E é justamente aí que reside o diferencial do Chevrolet Volt.
Ele é o primeiro veículo projetado em função do Sistema E-flex da GM.
“É por isso que também temos uma variação do Chevrolet Volt com uma célula de combustível alimentada por hidrogênio, além de um motor a gasolina extensor de alcance”, afirma Lauckner.
Outra possibilidade apontada por ele é ter um motor a diesel movendo o gerador para criar eletricidade, usando biodiesel ou mesmo um motor a gasolina e etanol 100%. Essas alternativas todas são possíveis no sistema E-Flex da GM.
A arquitetura Chevrolet Volt Concept deverá equipar os veículos da GM no futuro, incluindo marcas como o Chevrolet Cobalt e o HHR.
Mesmo considerando que a propulsão mecânica ainda vai ser utilizada por várias décadas, o mercado se abrirá cada vez mais para os veículos elétricos em virtude principalmente do forte apelo ecológico desta tecnologia. Os problemas iniciais de autonomia estão cada vez mais ficando para trás, principalmente se considerarmos a utilização de gasolina, metanol, biodiesel ou hidrogênio proporcionadas pelo conceito E-flex para gerar a eletricidade necessária ao motor.
Como afirma Lutz: “Podemos adequar a propulsão para atender às necessidades específicas e à infra-estrutura de um determinado mercado. Por exemplo, alguém no Brasil pode usar 100% de etanol para alimentar um gerador de motor e bateria. Um consumidor em Xangai pode obter hidrogênio e criar eletricidade em uma célula de combustível. Enquanto isso, um consumidor na Suécia pode usar madeira para produzir biodiesel”.
A estratégia ambiental da GM é a curto prazo reduzir as emissões de CO2 e a longo prazo apresentar novas tecnologias que resultem em veículos com diferentes formas de propulsão.
Nesse sentido a empresa deverá acelerar o desenvolvimento de veículos movidos a eletricidade num esforço contínuo de aumentar a eficiência no consumo de gasolina e diesel nos motores ou mesmo substituir os combustíveis fósseis por outras formas de propulsão.

Aviso

Os textos e fotos deste blog somente poderão ser reproduzidos mediante autorização por escrito de seus autores. Se você encontrar aqui algum texto ou foto que esteja infringindo algum direito seu ou de outrem avise-nos deixando um comentário junto ao post que retiraremos assim que for constatada a irregularidade.